O novo panorama das nuvens híbridas

O novo panorama das nuvens híbridas

por Juliano Simões*

Citada com frequência como um segmento importante que representa o nível de integração da T.I. das empresas às nuvens públicas, a nuvem híbrida sempre careceu de um roadmap confiável.

Devido a isso, a maioria das empresas se limitou a implantar nuvens híbridas para fins de BC/DR (continuidade de negócios e recuperação de desastres), com base na simples replicação de dados. Já projetos mais avançados, como a integração de rede e de serviços com as nuvens públicas, têm sido deixados de lado.

Contudo, alguns anúncios recentes mostram que o cenário das nuvens híbridas está adquirindo contornos bem mais claros.

Veja a seguir:

1. Microsoft Azure e Azure Stack: solução “puro sangue” da Microsoft para integração entre nuvem privada e nuvem pública. É uma evolução do antigo “Azure Pack”, entregue agora no modelo hyper-convergente com hardware de fornecedores homologados, como Dell, HPE e Lenovo. Promete uma experiência transparente de consumo de recursos iguais aos da Azure dentro das empresas, com pagamento sob demanda. Já disponível para compra.

2. AWS e VMware Cloud on AWS: parceria da AWS com a VMware que permitirá o provisionamento e o gerenciamento integrado de workloads na nuvem AWS. Os clientes terão acesso a um cluster dedicado, gerenciado pela VMware dentro da AWS, e poderão consumir o vSphere e serviços AWS através de endpoints específicos. Com o auxílio da virtualização de rede NSX e das ferramentas vRealize, será possível integrar os recursos VMware on-premise e na nuvem pública. Atualmente em beta-teste.

3. Google Cloud e Nutanix: aliança estratégia anunciada para facilitar o consumo de recursos da nuvem do Google por empresas que usam a solução hyper-convergente da Nutanix na nuvem privada. Apesar das poucas informações técnicas disponíveis, parceria tem bom potencial e pode acelerar o crescimento da base de clientes, que ainda é pequena se comparada à da Microsoft e da AWS/VMware.

Essas novidades são um alento para empresas que, por questões de porte, latência ou legislação, precisam manter um data center interno e, ao mesmo tempo, fazer uso de funcionalidades somente disponíveis nas nuvens públicas.

*Juliano Simões é Founder e CEO da CentralServer.

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