Design thinking: ferramenta aliada para inovação nos negócios e em TI

Design thinking: ferramenta aliada para inovação nos negócios e em TI

O design thinking é uma abordagem interativa para a resolução de problemas que procura compreender os usuários com diferentes perspectivas, conhecimentos, habilidades e experiências. Assim, busca-se criar uma solução prática para um problema do usuário no mundo real.

O pensamento de design, mais conhecido como design thinking, usa uma abordagem baseada em processos para resolver os problemas. Como qualquer processo, envolve uma série de etapas realizadas em uma determinada ordem para atingir um objetivo. Nesse caso, o objetivo é identificar uma solução que seja capaz de ser bem-sucedida, possa ser executada em tempo hábil e seja provavelmente aceita por todas as partes interessadas.

Como aplicar o design thinking no seu negócio?

1. Desenvolver a empatia

A primeira etapa do processo de design thinking é obter uma compreensão empática do problema que você está tentando resolver. Isso envolve consultar mais seus clientes — internos ou externos —  para descobrir mais sobre suas necessidades por meio da observação, do envolvimento e da empatia, a fim de compreender suas experiências e motivações. Também inclui a imersão em seus diversos ambientes para ter uma compreensão mais pessoal das questões em jogo em um projeto.

A empatia é crucial em um processo para desenvolvimento de projetos centrado no ser humano. Ela permite que os pensadores de design deixem de lado suas próprias suposições sobre o mundo, com o objetivo de obter uma visão direta sobre os usuários e suas necessidades.

Dependendo das disponibilidade de tempo, uma quantidade substancial de informação pode ser coletada nesta fase para ser usada durante a próxima etapa. Com isso, é possível desenvolver a melhor compreensão possível dos usuários, suas necessidades e os problemas subjacentes ao desenvolvimento do seu projeto atual.

2. Definir

Durante a etapa “Definir”, você reúne as informações obtidas durante a fase de desenvolvimento da empatia, analisa suas observações e as sintetiza para estabelecer os principais problemas que você e sua equipe identificaram até este momento. Você deve procurar determinar o problema pensando sempre no aspecto humano das dores da persona.

Vamos ilustrar: em vez de definir o problema como uma necessidade da empresa, como “Precisamos aumentar nossa quota de mercado de venda de licenças entre jovens adultos em 5%”, procuramos uma maneira muito mais significativa de definir a questão: “Jovens adultos precisam do nosso software para organizar seu tempo a fim de se estressarem menos e terem mais tempo livre”.

O “estágio Definir” ajudará os projetistas da sua equipe a reunirem grandes ideias para estabelecer recursos, funções e outros elementos que lhes permitam resolver os problemas ou, no mínimo, permitir que os usuários resolvam os problemas com a menor dificuldade.

Assim, você começará a progredir para a terceira etapa — “Idear” — fazendo perguntas que podem ajudá-lo a procurar ideias para soluções, perguntando: “Como podemos encorajar os jovens a realizar uma ação que os beneficia e que também envolve nosso produto de tecnologia?”.

3. Idear

Durante a terceira fase do processo de design thinking, os designers estão prontos para começar a gerar ideias. Você cresceu para entender seus usuários e suas necessidades no estágio “Desenvolver a empatia”. Depois, analisou e sintetizou suas observações no estágio “Definir”, terminando com uma declaração de problema centrada no ser humano.

Com esse alicerce sólido, você e os membros da equipe podem começar a “pensar fora da caixa” para identificar novas soluções para a declaração do problema criado. Assim, você pode começar a procurar maneiras alternativas de visualizar o problema.

Existem centenas de técnicas de ideação, como brainstorm, brainwrite, worst possible idea e SCAMPER. Sessões de brainstorm são normalmente utilizadas para estimular o pensamento livre e para expandir o espaço do problema. É importante obter tantas ideias ou soluções de problemas quanto possível no início da fase de ideação.

4. Prototipar

A equipe de projeto agora produzirá diversas versões baratas e reduzidas do produto ou, mesmo, de características-chave do produto, assim vocês podem investigar as soluções do problema geradas na fase precedente. Desse modo, é possível distinguir quais ideias são realmente viáveis.

Os protótipos podem ser compartilhados e testados dentro da própria equipe, em outros departamentos ou em um pequeno grupo de pessoas fora da equipe de TI. Trata-se de uma fase experimental, cujo objetivo é identificar a melhor solução possível para cada um dos problemas identificados nas três primeiras etapas.

As soluções são implementadas dentro dos protótipos, uma a uma, e testadas pela equipe a cada incremento, podendo:

  • ser investigadas e aceitas;
  • ser melhoradas e reexaminadas;
  • ser rejeitadas com base nas experiências dos usuários.

Ao final desta etapa, a equipe de design terá uma melhor ideia das restrições inerentes ao produto, os problemas que estão presentes e, assim, terá uma perspectiva mais informada de como os usuários reais se comportariam, pensariam e se sentiriam ao interagir com o produto final.

5. Testar

Os profissionais do design testam rigorosamente o produto completo, utilizando as melhores soluções identificadas durante a fase de prototipagem. Depois, concluem a fase final do modelo de 5 estágios, mas em um processo iterativo. Em vez de testar o protótipo com o público interno, a empresa disponibiliza seu produto para a testagem com seus clientes reais.

Os resultados gerados durante a fase de teste são frequentemente usados para redefinir um ou mais problemas e informar a compreensão dos usuários, as condições de uso, como as pessoas pensam e se comportam. Mesmo durante esta fase, alterações e aperfeiçoamentos são feitos a fim de integrar todas as soluções de problemas e de obter uma compreensão tão profunda do produto e de seus usuários quanto possível.

Como aplicar o design thinking no TI?

Os passos explicados anteriormente são os mesmos, mas passam por algumas modificações para se adaptarem ao processo de construção do software, de desenvolvimento de sistemas ou de criação de bancos de dados, por exemplo.

O maior desafio no momento de aplicar o design thinking estará no pensamento muito objetivo dos membros da equipe  e nos processos rígidos que departamentos de TI costumam adotar. Então, evite adaptar essa metodologia tornando-a mais engessada. Por exemplo, durante a ideação, não limite o número de ideias. Afinal, essa é uma etapa criada para abranger, tanto quanto for possível, as mais diversas ideias, por mais malucas que possam parecer inicialmente.

As equipes de TI precisam desse exercício de criar novos horizontes e pensar fora da caixa. Desse modo, sua empresa conseguirá se destacar no mercado, no qual empresas de TI propõem soluções cada vez menos criativas para os clientes.

Portanto, com o design thinking, você estará levando a sua empresa a outro patamar. Importante em todos os negócios, essa metodologia ganha destaque na área de TI — na qual a criatividade pode ser realmente um grande diferencial.

 

Ficou ainda com alguma dúvida sobre como implementar o design thinking na sua empresa? Comente aqui no nosso post!

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