A computação em nuvem chegou ao ponto de inflexão. E agora?

A computação em nuvem chegou ao ponto de inflexão. E agora?

por Juliano Simões*

Uma profusão de artigos destaca nos últimos meses o fato de o mercado de computação em nuvem ter atingido o ponto de inflexão.

Mas o que isso quer dizer na prática?

A história da tecnologia é marcada por esses “tipping points” que demarcam o período em que as inovações deixam de ser o território dos mais arrojados – aqueles usuários para quem “a ficha cai” antes -, e passam a ser adotadas de maneira generalizada pela maioria.

Nas palavras do genial Geoffrey Moore, é o momento em que cruzamos o abismo:

É nessa fase de adoção em larga escala que as transformações mais profundas decorrentes da tecnologia acontecem. No caso da computação em nuvem, o cenário se caracteriza ao ter assumido o status de ambiente padrão para:

  • desenvolvimento de novos projetos;
  • consumo de serviços e aplicações;
  • compartilhamento de arquivos;
  • gerenciamento de usuários;
  • implantação de servidores;
  • expansão de data centers;
  • trabalhos colaborativos.

Ou seja, atingimos o ponto em que a TI sob demanda e automatizada passou a ser o novo normal. Com isso, muitas ações que antes não eram práticas tornaram-se lugar comum, elevando o patamar de agilidade e qualidade das operações:

  • Uma aplicação precisa ser testada? Basta criar um servidor em minutos e descartá-lo em seguida.
  • Uma configuração deve ser alterada? É só aplicar um ponto de restauração e reverter se houver necessidade.
  • A capacidade do sistema tem que ser expandida? Faça um clone do servidor e distribua o processamento.

Com a computação em nuvem, os processos ganham agilidade e tudo é mais fácil e rápido de ser realizado.

E nessa mesma velocidade os clientes internos e externos da empresa já alinharam suas expectativas e agora esperam ambientes implantados, e funcionando, em horas ou dias, não mais em semanas ou meses.

A TI tradicional, lenta, burocrática e ineficiente, não consegue mais acompanhar o ritmo. Mas com auxílio da nuvem, ela pode deixar de ser autocentrada e vista apenas como custo. Ganha importância estratégica e passa a ser um dos pilares que sustentam as iniciativas de crescimento da organização.

Ao promover o uso do cloud computing, a TI faz com que as demais áreas – produção, desenvolvimento, marketing, vendas, sucesso do cliente, administrativo e RH – aumentem a eficiência e contribuam mais para a competitividade do negócio.

A maioria das empresas já está integrada à nova realidade. Seja usando software como serviço (SaaS), estruturas de nuvem pública (PaaS, IaaS), investindo em equipe própria ou contando com consultorias e serviços gerenciados, usam a tecnologia para se transformar.

Já para aquelas que ainda não deram passos firmes nessa direção fica o alerta: nos ciclos TI, as fases de “Maioria Inicial” e “Maioria Tardia” levam cerca de 02 anos para passar. Durante esse período, quem resiste à evolução vai encontrar cada vez mais dificuldade de competir, atrair talentos e garantir o futuro.

É hora de avançar!

A CentralServer fornece soluções que ajudam as empresas a usar a nuvem para se diferenciar. Entre em contato para entendermos suas necessidades e desenharmos o melhor projeto para o seu negócio.

Referências
http://bernardgolden.com/2017/06/cloud-computing-hits-a-tipping-point
http://blog.opsramp.com/cloud-first-enterprises
http://www.businessinsider.com/sc/cloud-computing-at-tipping-point-2016-3

*Juliano Simões é Founder e CEO da CentralServer.

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